
Alguns dizem que eram azuis.
Os doces olhos de Jesus.
Outros dizem que não.
Mas é sempre no que penso.
Ao ver os olhos do João.
Lembram o brilho das estrelas.
O doce sabor do mel.
Neles meu repouso.
Meu nirvana, meu céu.
Viver eu quero e muito.
Motivos tenho mil.
O maior de todos, no entanto.
Faz seis meses neste Abril.
E em poucos meses de vida.
Já tantas modificou.
Refeitas no doce embalo.
De velhas cantigas de ninar.
De cada sorriso ensaiado.
João... caminhar nosso recomeçado.