
Eu muito vivi e não descobrir meu grande amor.
Eu muito sofri por não sentir esse calor.
Nas promessas vans dos tempos amores busquei,
Entre incertezas e martírios nos sonhos viajei
Nos braços de donzelas prazeres vinguei.
Sentimentos pérfidos numa lastimada vida
Açoites no coração, devaneios e mentiras
Trajeis despedidas em meio à partida
Havendo comoção, ficava com prazer
Havendo frustração, fugiria sem saber
Nas promessas de amores, foi o meu viver
Calejado com o tempo, procurei: um tentar e um querer,
Tentar viver em paz e só um amor querer.
Hoje bem vivido, o amor foi descoberto
Em outrora, passeava no deserto
Em eiras da ilusão, busquei alento em sórdidas emoções,
D’antes havia esperança dentro de furacões
E mudar tudo isso era irreal
Onde o amor era um conto desleal.
Descobrir o amor quando parei de procurar,
Agora sinto o calor que queima indelével em meu ser
Que dentro de mim faz clarear
Uma reluzente satisfação de poder contemplar
Essa dádiva e sempre poder dizer:
- “Amores e Promessas” são coisas divinas
- e buscar sem medida sempre vai ter despedidas.